Cortado por todos os lados, aberto por todos os cantos,  convida o público a uma jornada rapsódica pelo teatro como espaço cénico, sociológico e arquitectónico. Pensada como uma peça site-specific, Cortado | Aberto  é uma tour itinerante pelo teatro enquanto escultura expandida, como campo de posicionamento, encenação e manipulação do real, em que o lugar de onde o espectador vê algo, constrói-lhe a apreciação, a imaginação, o seu próprio teatro em deambulação.

Como uma escultura, onde o corte é via de acesso a uma fruição e a uma conversa com o seu entorno, o teatro é este lugar múltiplo que acolhe pessoas em diferentes plataformas de interacção e distintos agentes em operação.

À guisa das esculturas relacionais dos minimalistas, onde havia a inclusão de elementos de apelo interativo, CORTADO | ABERTO descola os elementos de criação de teatralidade para outros espaços e os dispõe como provocadores de performatividade. Uma espécie de teatro explodido, onde o público ativa e é ativado pela sua posição no espaço, pelo seu ponto de vista. Um teatro é re-esculpido com os elementos que o distinguem, o desenham e o tornam concreto.

Em Junho de 2019, o projeto é convidado  pelo Museu Fundação de Serralves em parceria com a Cia. Instável a ser reinstalado em um contexto de museu na Casa de Serralves durante o festival Serralves em Festa.

Este projeto foi financiado com os fundos do Ministério da Cultura de Portugal, através da Direcção Geral das Artes – DGArtes, do Teatro Nacional Dona Maria II e o Festival Alkantara.

Vídeos:

23 Milhas 

Teatro Nacional Dona Maria II

Walk & Talk

Imprensa

Frieze MagazineCristina Sanchez-Korzyreva, Londres & Nova Iorque, Agosto 2018. “The charming performance Cut by all sides, open by all corners (2018) by artist Gustavo Ciríaco at the Teatro Micaelense in the Azorean capital Ponta Delgada, invites viewers not only to participate – my group blew balloons and released them as ‘birds’ above other groups who performed as a volcano and ocean – but also to roam through the theatre’s backstage, office and dressing rooms. Ciríaco describes his piece as ‘rhapsodic’, and it is. Like good masseuses, performers softly take care of the transitions between the acts by calling the audience and directing it to follow through the movements of their hands on the walls. The work includes dance, music and singing, and poetic tableaux vivants visible from the stairway or the rooftop.”

Revista Visão – “Cortar, abrir, explorar: viagem ao centro do teatro pela mão de Gustavo Ciríaco”

“Aqui, o palco é o Teatro Nacional D. Maria II, são os corredores, os camarins, os escritórios e as salas de ensaio. O palco é onde os atores quiserem desde que os sigamos ininterruptamente, sem lugar marcado, nesta odisseia que é descobrir o teatro por dentro, até às costuras, “como se de uma escultura se tratasse”

Diário de Notícias 

Jornal i – O Teatro como uma escultura

“Cortado por todos os lados, aberto por todos os cantos”. Inesperado, sempre, por vezes contemplativo, outras claustrofóbico, outras interventivo, com o espaço, com o público, numa série de episódios, momentos, a percorrer corredores, salas, espaços abertos ou fechados. Lugar para dançar, ver dançar, cantar, ouvir Carla Gomes ou ter mesmo que cantar – como num aniversário. Se em início ou em fim de festa, dependerá da perspetiva. Cumprida será a promessa inicial de que haverá teatro, haverá atores e que, dobrada a esquina, à espera haverá uma nova cena. É ouvir Carla Gomes, logo no início, cantar “soon it will be over, let’s gonna make it worth”. E ir.”

Jornal de Negócios  – Se a minha memória fosse um teatro, prometias percorrê-la?

“Cortado por todos os lados, aberto por todos os cantos” tem uma força única. Capaz de fazer uma multidão de quase 90 pessoas baixar-se naturalmente para, em silêncio, ouvir um piano tocar. Ou na sala que guarda os figurinos daquele teatro, ver os actores dançar e logo depois solidificar, transformar-se em esculturas vivas. É uma festa tão bonita, daquela que nos fazem não querer desistir. Porque nos sentimos parte, por muito que estejamos de passagem.”

O Observador  – “Há surpresa e mistério em todos os cantos do Teatro Nacional D. Maria II”

Ípsilon – Público 

Umbigo Magazine – “O chão vai seguindo direções várias e o espaço vai como que se transformando na Relatividade (1953) de Escher, como se percorrêssemos um corte explodido do edifício à escala real. Levados por “uma jornada rapsódica pelos territórios que configuram o teatro como espaço cénico, sociológico e arquitetónico”, vamos-lhe conhecendo as entranhas como se habitássemos um enorme bicho a fazer a digestão.”

Contracenas – “somos prova e testemunha que a nossa terra é esta: uma terra onde não somos mais do que actores e espectadores, uma terra em que se sobe, se desce, se escuta, se sorri.”

Entrevistas

Cortado por todos os lados, aberto por todos os cantos é uma coprodução do Teatro Nacional Dona Maria II com o Festival Alkantara estreada em maio de 2018. Conta com o acolhimento e parceria do Walk&Talk, 23 Milhas – Centro Cultural de Ílhavo, do CAPA-Centro de Artes Performativas do Algarve, do Teatro Micaelense e do Espaço do Tempo  para as residências artísticas. Em 2017, Gustavo Ciríaco esteve como Artista Residente com o projeto-piloto CORTADO | ABERTO  no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP.

 

Residências

Teatro Nacional Dona Maria II, Lisboa, Portugal.  Abril 3-20  + Maio 7-25, 2018.

23 Milhas – Ílhavo, Centro Cultural de Ílhavo, Ílhavo, Portugal.  Abril 24 – Maio 6, 2018.

Devir/Capa – Centro de Artes Performativas do Algarve, Faro, Portugal, Março 6-18, 2018.

Espaço do Tempo, Montemor-o-Novo, Portugal. Fevereiro 6-18, 2018.

Teatro Micaelense, no quadro do Walk & Talk Festival de Artes, Ponta Delgada, Açores, Portugal. Julho 17-27. Apresentação pública: Julho 27, 2017.

Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, parte do Programa Artista Residente do Instituto de Artes- IA, Campinas, Brasil. Fev-Jun, 2017. Apresentações públicas: Junho 28 & 29, 2017.

Concepção e direção artística Gustavo Ciríaco

Assistência de direção e dramaturgia Catalina Lescano

Performers e colaboradores  Ana Trincão, Gustavo Ciríaco, Rodrigo Andreolli, Sara Zita Correia e Tiago Barbosa

Participação especial Carla Gomes

Sonoplastia Bruno Humberto

Desenho de luz Tomás Ribas

Cenografia Sara Vieira Marques

Produção executiva Sinara Suzin

Management e comunicação Jesse James

Coprodução Teatro Nacional Dona Maria II, Alkantara Festival, 23 Milhas – Centro Cultural de Ílhavo, Walk & Talk Festival de Artes

Residências de criação Walk&Talk Festival de Artes, Espaço do Tempo, Devir-CAPA,  23 Milhas – Centro Cultural de Ílhavo, TNDM II e Teatro Micaelense

Residência de pesquisa Universidade Federal de Campinas – UNICAMP, através do seu programa Artista Residente 2017.

Apresentações 

Serralves em Festa. Museu de Serralves. Porto, Portugal. 1 e 2 de Junho, 2019.

Teatro Micaelense, no quadro do  Walk & Talk Festival de Artes, Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Portugal. 29 e 30 de Junho, 2018.

Teatro Nacional Dona Maria II, no quadro do Alkantara Festival, Lisboa, Portugal. Estreia dia 29 de Maio. Apresentações dias 30 e 31 de Maio, 2018. Estréia.

Centro Cultural de Ílhavo, no quadro do evento Ilustração à vista. Apresentação do trabalho em progresso, dias 4 e 5 de Maio, 2018.

Fotos de Filipa Couto,  Ricardo Resende (Ponta Delgada), Maycon Soldano (Campinas) e Vera Marmelo (Lisboa).