Cortado por todos os lados, aberto por todos os cantos, nova criação, convida o público a uma jornada rapsódica pelos territórios que configuram o teatro como espaço cénico, sociológico e arquitectónico e o tangenciam com o mundo que corre em suas imediações. Pensada como uma peça site-specific, Cortado | Aberto  é uma tour itinerante pelo teatro enquanto escultura expandida, como campo de posicionamento, encenação e manipulação do real, em que o lugar de onde o espectador vê algo, constrói-lhe a apreciação, a imaginação, o seu próprio teatro em deambulação.

Como uma escultura, onde o corte é via de acesso a uma fruição e a uma conversa com o seu entorno, o teatro é este lugar múltiplo que acolhe pessoas em diferentes plataformas de interacção e distintos agentes em operação.

À guisa das esculturas relacionais dos minimalistas, onde havia a inclusão de elementos de apelo interativo, CORTADO | ABERTO descola os elementos de criação de teatralidade para outros espaços e os dispõe como provocadores de performatividade. Uma espécie de teatro explodido, onde o público ativa e é ativado pela sua posição no espaço, pelo seu ponto de vista. Um teatro é re-esculpido com os elementos que o distinguem, o desenham e o tornam concreto.

 Este projeto é financiado pelo Ministério da Cultura de Portugal, através da Direcção Geral das Artes – DGArtes.

Vídeo: Aqui.

Imprensa

Revista Visão – “Cortar, abrir, explorar: viagem ao centro do teatro pela mão de Gustavo Ciríaco”

“Aqui, o palco é o Teatro Nacional D. Maria II, são os corredores, os camarins, os escritórios e as salas de ensaio. O palco é onde os atores quiserem desde que os sigamos ininterruptamente, sem lugar marcado, nesta odisseia que é descobrir o teatro por dentro, até às costuras, “como se de uma escultura se tratasse”

Diário de Notícias 

Jornal i – O Teatro como uma escultura

“Cortado por todos os lados, aberto por todos os cantos”. Inesperado, sempre, por vezes contemplativo, outras claustrofóbico, outras interventivo, com o espaço, com o público, numa série de episódios, momentos, a percorrer corredores, salas, espaços abertos ou fechados. Lugar para dançar, ver dançar, cantar, ouvir Carla Gomes ou ter mesmo que cantar – como num aniversário. Se em início ou em fim de festa, dependerá da perspetiva. Cumprida será a promessa inicial de que haverá teatro, haverá atores e que, dobrada a esquina, à espera haverá uma nova cena. É ouvir Carla Gomes, logo no início, cantar “soon it will be over, let’s gonna make it worth”. E ir.”

Jornal de Negócios  – Se a minha memória fosse um teatro, prometias percorrê-la?

“Cortado por todos os lados, aberto por todos os cantos” tem uma força única. Capaz de fazer uma multidão de quase 90 pessoas baixar-se naturalmente para, em silêncio, ouvir um piano tocar. Ou na sala que guarda os figurinos daquele teatro, ver os actores dançar e logo depois solidificar, transformar-se em esculturas vivas. É uma festa tão bonita, daquela que nos fazem não querer desistir. Porque nos sentimos parte, por muito que estejamos de passagem.”

O Observador  – “Há surpresa e mistério em todos os cantos do Teatro Nacional D. Maria II”

Ípsilon – Público 

Umbigo Magazine – “O chão vai seguindo direções várias e o espaço vai como que se transformando na Relatividade (1953) de Escher, como se percorrêssemos um corte explodido do edifício à escala real. Levados por “uma jornada rapsódica pelos territórios que configuram o teatro como espaço cénico, sociológico e arquitetónico”, vamos-lhe conhecendo as entranhas como se habitássemos um enorme bicho a fazer a digestão.”

Contracenas – “somos prova e testemunha que a nossa terra é esta: uma terra onde não somos mais do que actores e espectadores, uma terra em que se sobe, se desce, se escuta, se sorri.”

 

Entrevistas

Cortado por todos os lados, aberto por todos os cantos é uma coprodução do Teatro Nacional Dona Maria II com o Festival Alkantara com estreia em maio de 2018. Conta com o acolhimento e parceria do Walk&Talk, 23 Milhas – Centro Cultural de Ílhavo, do CAPA-Centro de Artes Performativas do Algarve, do Teatro Micaelense e do Espaço do Tempo  para as residências artísticas. Em 2017, Gustavo Ciríaco esteve como Artista Residente com o projeto-piloto CORTADO | ABERTO  no Instituto de Artes de Universidade – UNICAMP, em Campinas.

 

Residências

Teatro Nacional Dona Maria II, Lisboa, Portugal.  Abril 3-20  + Maio 7-25, 2018.

23 Milhas – Ílhavo, Centro Cultural de Ílhavo, Ílhavo, Portugal.  Abril 24 – Maio 6, 2018.

Devir/Capa – Centro de Artes Performativas do Algarve, Faro, Portugal, Março 6-18, 2018.

Espaço do Tempo, Montemor-o-Novo, Portugal. Fevereiro 6-18, 2018.

Teatro Micaelense, no quadro do Walk & Talk Festival de Artes, Ponta Delgada, Açores, Portugal. Julho 17-27. Apresentação pública: Julho 27, 2017.

Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, parte do Programa Artista Residente do Instituto de Artes- IA, Campinas, Brasil. Fev-Jun, 2017. Apresentações públicas: Junho 28 & 29, 2017.

Concepção e direção artística Gustavo Ciríaco

Assistência de direção e dramaturgia Catalina Lescano

Performers e colaboradores  Ana Trincão, Gustavo Ciríaco, Rodrigo Andreolli, Sara Zita Correia e Tiago Barbosa

Participação especial Carla Gomes

Sonoplastia Bruno Humberto

Desenho de luz Tomás Ribas

Cenografia Sara Vieira Marques

Produção executiva Catalina Lescano

Management e comunicação Jesse James

Coprodução Teatro Nacional Dona Maria II, Alkantara Festival, 23 Milhas – Centro Cultural de Ílhavo, Walk & Talk Festival de Artes

Residências de criação Walk&Talk Festival de Artes, Espaço do Tempo, Devir-CAPA,  23 Milhas – Centro Cultural de Ílhavo, TNDM II e Teatro Micaelense

Residência de pesquisa Universidade Federal de Campinas – UNICAMP, através do seu programa Artista Residente 2017.

Apresentações 

Centro Cultural de Ílhavo, no quadro do evento Ilustração à vista. Apresentação do trabalho em progresso, dias 4 e 5 de Maio, 2018.

Teatro Nacional Dona Maria II, no quadro do Alkantara Festival, Lisboa, Portugal. Estreia dia 29 de Maio. Apresentações dias 30 e 31 de Maio, 2018. Estréia.

Teatro Micaelense, no quadro do  Walk & Talk Festival de Artes, 29 e 30 de Junho, 2018.

Fotos de Filipa Couto,  Ricardo Resende (Ponta Delgada), Maycon Soldano (Campinas) e Vera Marmelo (Lisboa).