Uma mesa. Uma mulher, um homem. Uma paisagem gradualmente construída à frente de seus corpos nus. Um passado e um presente sob o jugo de suas manobras pueris. Mãos que se movem e constroem mundos diminutos envoltos em um panorama instável, largo, em desastrosa, porém sublime evolução. Gentileza de um gigante evoca, em uma sucessão de panoramas em miniaturas, o constante e paradoxal confronto entre um mundo feito à medida do homem e um mundo que corre para além de si e dos seus poderes orquestradores, onde a paisagem tange o indizível, o inefável, o sublime.

Gentileza de um gigante adota um recurso comum a arquitetos e engenheiros: a criação de paisagens em maquetes na superfície de uma mesa. Utilizando-se da mesma estratégia, porém sem desconectar idéia da experiência do terreno, os corpos de um homem e de uma mulher movem-se e são ao mesmo tempo figura e fundo ativas, corpos gigantes que ora se espelham no que constroem, ora se vêem como donos provisórios de um território, onde manipulam materiais que dão origem a montanhas, vales, rios, planícies em um panorama sob os perigos do percurso, do acidente.

O projeto, dividido en 3 versões independentes, cada um realizado com uma dupla e uma superfície diferente, adota a cada vez um formato específico: uma sala de exposições, uma sala de espetáculo , uma sala de cinema.

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Imprensa

Ciríaco continua a desenhar o entorno, a pensar o indivíduo, o viver, o convívio, o outro, só que agora expande essa percepção ao todo, ao mundo, às histórias, às urgências. É outro artista, ainda sendo ele mesmo. Ou talvez seja essa apenas uma segunda parcela sua. Seu continuar. Ser próprio e novo ao continuar. O que não há dúvida é de ser esse díptico um dos espetáculos mais interessantes nessa Bienal, pelo como o artista se reinventa e pelos dilemas que aponta ao humano sem precisar fazer disso discursos oportunos menores. Sua poesia vence a necessidade de discursos. Faz-se arte.

Revista Antropositivo, Rui Filho. São Paulo.

A natureza como ela não é. Ou aquilo que chamamos de natureza, na verdade cada vez mais ficção.

JORNAL i – Cláudia  Sobral. Lisboa.

Essa vibração que o (Gustavo Ciríaco) liga à  terra materializa-se agora  numa peça esmagadora de beleza e desolação. A “Gentileza” e o “Gigante” são ironias plenas de ambiguidades. Aqui joga com o frÁgil, mas também o forte, o impacto que cada pessoa tem sobre a natureza, o horror e o sublime.

Expresso, Revista E –  Cláudia Galhós. Lisboa.

É poesia ao vivo entre o sublime e a ameaça de um planeta em destruição.

Expresso – Revista E. Lisboa. Agenda Culturas – Secção Obrigatórios

Gentileza de um gigante nos apresenta o homem enquanto arquitecto da natureza

Visão 7 – Vanessa Queiroga. Lisboa.

 

Sobre a trilogia

O projeto iniciou a sua concepção em na residência artística DRIFT, no Espaço Gargarulho, em Julho de 2015. Miguel Pereira, Rio de Janeiro. Em Dezembro 2015, o projeto é acolhido em residência no Largo Residências, em Lisboa. Em fevereiro e março de 2016, Gentileza de um gigante é acolhido em residência no Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas (Açores), no Espaço do Tempo (Montemor-o-Novo) e Negócio/ZDB, onde tem  realiza sua residência final de criação e estreia do espetáculo em Lisboa.

Em Abril 2016, Gentileza de um gigante inicia o seu segundo episódio, Viagem a uma planície enrugada, em Montevideo, em uma residência no programa PAR em parceria com o Centro Cultural de Espanha. O projeto é apresentado como work in progress no FIDCU – Festival Internacional de Danza Contemporánea de Uruguay, e em sequência, no Oi Futuro Ipanema, no quadro do Festival Atos de Fala, em Maio de 2016. Em setembro de 2017, Viagem a uma planície enrugada tem a sua estreia na Bienal SESC de Dança, após residência de criação no SESC Campinas, Brasil.

Em outubro de 2018, Entre cães e lobos, o terceiro episódio da trilogia, começa o processo de criação no Festival Materiais Diversos e seguindo em residência artística para a cidade de Loulé ao abrigo do Festival Verão Azul.

Concepção, direcção e coreografia Gustavo Ciríaco

Performers & colaboradores Ana Trincão & Tiago Barbosa

Assistência de Direção  Natália Viroga

Desenho de Luz  Eduardo Abdala

Técnico de luz Pedro Correia

Cenografia Dina Salem Levy (projeto inicial) e Tiago Cadete (projeto final)

Responsável pela cenografia em viagem Sara Vieira Marques

Direcção de Produção e de Comunicação  Jesse James

Parceiros Festival Temps d’Images (Lisboa), Negócio/ZDB (Lisboa), Fórum Dança (Lisboa), Festival Atos de Fala (Rio de Janeiro), Walk& Talk (Ponta Delgada)

Residências Largo Residências, Arquipélago Centro de Artes Contemporâneas, Espaço do Tempo, Negócio/ZDB

Projecto financiado pelo Secretária de Estado da Cultura / Direção Geral das Artes

Datas

Théâtre de la Tête Noire, Saran, França. Fevereiro 1, 2 e 3, 2018.

Bienal SESC de Dança, SESC Campinas, Campinas, Brasil. dia 16 Setembro, 2017.

Walk & Talk – Festival de Arte Urbana, Teatro do Alpendre, dia 24 de setembro, 2016. Angra do Heroísmo, Açores, Portugal.

O Museu como Performance, Serralves – Museu de Artes Contemporâneas, 18 de Setembro, 2016. Porto, Portugal.

Festival TODOS, 9 de Setembro, 2016. Lisboa, Portugal.

Espaço NEGÓCIO / ZDB, estréia. Dia 30 e 31 de março, 1 e 2 de Fevereiro, 2016. Lisboa, Portugal.

Teatro Michaelense no quadro do Walk & Talk – Festival de Arte Pública , 2 de Junho, 2016. Ponta Delgada, Açores, Portugal.

Espaço do Tempo. Residência de criação: 7-13 Março. Montemor-o-Novo, Portugal.

Arquipélago Centro de Artes Contemporâneas. Residência de criação: 29 de Fev – 6 Março, 2016. Ribeira Grande, Açores, , Portugal.

Festival Temps d’Images, Teatro da Politécnica (Work in process), dias 18 & 19 de Dezembro, 2015. Lisboa,, Portugal.

Largo Residências. Residência de criação: 31 Nov-17 Dez, 2015. Lisboa.

 

Fotos Dina Salem Levy, Natalia Viroga, Vera Marmelo e Fernando Resendes